segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Medidas e Grandezas: crianças de quatro a seis anos

Criando conceitos Conteúdo • Exploração de diferentes procedimentos para comparar grandezas. • Introdução às noções de medida de comprimento, peso, volume e tempo, pela • Utilização de unidades convencionais e não convencionais. • Marcação do tempo por meio de calendários. • Experiências com dinheiro em brincadeiras ou em situações de interesse das • Criação e construção de brinquedos e a elaboração de alimentos com vários ingredientes. Desenvolvimento As medidas estão presentes em grande parte das atividades cotidianas das crianças. Desde muito cedo, elas têm contato com certos aspectos de medidas. O fato de que as coisas têm tamanhos, pesos, volumes, temperatura diferentes e que tais diferenças frequentemente são assinaladas pelos outros (está longe, está perto, é mais baixo, é mais alto, mais velho, mais novo, pesa meio quilo, mede dois metros, a velocidade é de oitenta quilômetros por hora etc.) permite que as crianças informalmente estabeleçam esse contato, fazendo comparações de tamanhos, estabelecendo relações, construindo algumas representações nesse campo, atribuindo significado e fazendo uso das expressões que costumam ouvir. As crianças aprendem sobre medidas, medindo. A ação de medir inclui: a observação e comparação sensorial e perceptiva entre objetos; o reconhecimento da utilização de objetos intermediários, como fita métrica, balança, régua etc., para quantificar a grandeza (comprimento, extensão, área, peso, massa etc.). Inclui também efetuar a comparação entre dois ou mais objetos respondendo a questões como: “quantas vezes é maior?”, “quantas vezes cabe?”, “qual é a altura?”, “qual é a distância?”, “qual é o peso?” etc. A construção desse conhecimento decorre de experiências que vão além da educação infantil. Para iniciar esse processo, as crianças já podem ser solicitadas a fazer uso de unidades de medida não convencionais, como passos, pedaços de barbante ou palitos, em situações nas quais necessitem comparar distâncias e tamanhos: medir as suas alturas, o comprimento da sala etc. Podem também utilizar-se de instrumentos convencionais, como balança, fita métrica, régua etc., para resolver problemas. Além disso, o professor pode criar situações nas quais as crianças pesquisem formas alternativas de medir, propiciando oportunidades para que tragam algum instrumento de casa. O uso de uma unidade padronizada, porém, deverá aparecer como resposta às necessidades de comunicação entre as crianças, uma vez que a utilização de diferentes unidades de medida conduz a resultados diferentes nas medidas de um mesmo objeto. De acordo com o RCN , O professor deve partir dessas práticas para propor situações-problema em que a criança possa ampliar, aprofundar e construir novos sentidos para seus conhecimentos. As atividades de culinária, por exemplo, possibilitam um rico trabalho, envolvendo diferentes unidades de medida, como o tempo de cozimento e a quantidade dos ingredientes: litro, quilograma, colher, xícara, pitada etc. A comparação de comprimentos, pesos e capacidades, a marcação de tempo e a noção de temperatura são experimentadas desde cedo pelas crianças pequenas, permitindo-lhes pensar, num primeiro momento, essencialmente sobre características opostas das grandezas e objetos, como grande/pequeno, comprido/curto, longe/perto, muito/pouco, quente/frio etc. Entretanto, esse ponto de vista pode se modificar e as comparações feitas pelas crianças passam a ser percebidas e anunciadas a partir das características dos objetos, como, por exemplo, a casa branca é maior que a cinza; minha bola de futebol é mais leve e menor do que a sua etc. O desenvolvimento dessas capacidades comparativas não garantem, porém, a compreensão de todos os aspectos implicados na noção de medida. Faixa etária Pré-escolar: crianças de quatro a seis anos Objetivos Nesta fase, são aprofundadas e ampliados os objetivos previstos para a faixa etária até três anos, garantido-se, ainda, oportunidades para que as crianças sejam capazes de: - reconhecer e valorizar as grandezas e medidas e contagens orais como ferramentas necessárias no seu cotidiano; - comunicar idéias de medidas, hipóteses, processos utilizados e resultados encontrados em situações-problema relativas a quantidades, espaço físico e medida, utilizando a linguagem oral e a linguagem de medidas e grandezas; - ter confiança em suas próprias estratégias e na sua capacidade para lidar com situações do cotidiano que envolva todas essas medidas em seu cotidiano e por toda sua vida. - pegar a criança pela a curiosidade e interesse, levar ela a criar, agir e fazer de sua vida uma grande medida ou grandeza em geral, utilizando seu cotidiano e seus prévios . - utilizar todos os recursos necessários e criativos para que a criança assimile as noções de grandezas e medidas de acordo com a faixa etária da criança: o lúdico, jogos, brinquedos e as brincadeiras; para que a criança se atraia e comece a aprofundar e criar seus conceitos e conhecimentos necessários para a vida dela. Procedimentos Metodológicos Muitas atividades sobre medidas o melhor método é usar a criatividade e coisas de fácil acesso para uma boa prática: frutas, dedos da mão, brinquedos, régua e muitas brincadeiras que envolva medidas são essenciais. • Para criar brinquedos podemos utilizar reciclagem e bugigangas. • Atividades de culinária na criação de noções medidas com vários ingredientes. • Criar filas com crianças ou brinquedos organizando do elemento mais baixo para o mais alto. • Introdução às noções de medida de comprimento, peso, volume e tempo, pela utilização de unidades convencionais e não convencionais: fita métrica, balanças, palmos, pegadas e etc. • Medir a criança todo mês e no final do ano com barbantes e colocando medidas no barbante depois fazer a variante, ajuda a criança entender a medida que ele cresce. • Utilização de calendários marcando datas importantes: dia, semana, mês, ano; • Utilizar as próprias crianças como meio de medida. Avaliação Observar se os movimentos exploratórios da turma para encaminhar e fazer as atividades. Observar se as crianças ficaram receptivas ao assunto e se gerou novas curiosidades. Esse diagnóstico pode servir de base para a reorganização do ambiente - verificar, principalmente, se o conjunto de atividades favorece a mobilidade e a exploração do grupo - e para propor desafios individuais para cada um. Estimular a experimentação através de perguntas: "O objeto com que você está brincando tem quantos palmos? É maior ou menor que aquele outro? Encaixa em outro maior? Tem meio quilo?" Fazer anotações sobre o comportamento dos pequenos e, se possível, filmar ou fotografar as interações com os jogos e desafios sobre medidas e grandezas com todos da sala. Criar e explorar com as crianças todas as medidas possíveis para sua faixa etária. A prática é o melhor ensino que podemos oferecer. Abusar da criatividade e da curiosidade da criança é essencial.

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